Campo Grande (MS) – A Cia Dançurbana celebra seus 15 anos no palco, levando ao público, gratuitamente, três espetáculos que marcaram sua trajetória. O trabalho mais recente da companhia, ‘Poracê – O Outro de Nós’, será apresentado no dia 17 de novembro, com sessões às 15h e às 20h. ‘Plagium?’ será apresentado no dia 18, às 20h. Ambos, no Teatro Prosa – Sesc Horto. Já ‘De Passagem’, será encenado nos dias 24 e 25 de novembro, com sessões às 18h30 e às 20h, tendo como ponto de partida a Morada dos Baís.

O projeto Manutenção Dançurbana está sendo realizado por meio de investimentos do Governo do Estado de MS, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Cidadania (SECC), através do Fundo de Investimentos Culturais (FIC) e patrocínio de O Boticário na Dança, Eletrobras Furnas e Digix. Esta temporada tem apoio do Sesc MS.

Poracê

Poracê. Foto: Cravo Filmes

‘Poracê – O Outro de Nós’ é o primeiro espetáculo a ser apresentado nesta temporada. A palavra ‘poracê’, do Nheengatu, significa dança indígena de celebração ou baile, arrasta-pé. O trabalho discorre sobre a força do conjunto, uma celebração de estar em comunidade e dos laços com o território. Em cena, experimentando corpos e sons imaginados, os intérpretes propõem formas diversas de ser e estar no mundo. Reflete questões de diversidade, do pertencimento ao lugar, do encontro de fronteiras, da pluralidade de culturas e linguagens que nos atravessam.

Este trabalho foi contemplado pelo prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015 e pelo prêmio Célio Adolfo de Incentivo à Dança 2016. Serão duas apresentações no dia 17 de novembro no Teatro Prosa – Sesc Horto. A primeira, às 15h, será voltada especialmente para deficientes auditivos e visuais, com intérprete de libras e audiodescrição. A segunda, às 20h, para o público em geral, deficientes auditivos (com intérprete de libras) e pessoas que possuem outros tipos de deficiências.

Plagium?

‘Plagium?’ foi criado e estreou em 2009. O espetáculo busca questionar a autoria em dança e quais ferramentas usadas para que uma criação seja considerada autêntica – original ou cópia? Tudo que criamos é original? A partir dessas indagações este trabalho apropria-se de recortes de obras de companhias de dança reconhecidas para criar um espetáculo particular. Neste ano ‘Plagium?’ foi revisitado e ganhou um novo formato.

Em 2012 este trabalho integrou o Sesc Amazônia das Artes, circulando por 11 cidades do Norte e Nordeste. Em 2014 fez parte do Sesc Palco Giratório, maior circuito de artes cênicas do Brasil, sendo apresentado em 43 cidades. Já em 2015 foi apresentado na Mostra Brasileira de Dança, em Recife (PE). A apresentação será no dia 18 de novembro, às 20h, no Teatro Prosa – Sesc Horto, para o público em geral, deficientes auditivos (com intérprete de libras) e pessoas que possuem outros tipos de deficiências.

De Passagem

De Passagem. Foto: Hélton Perez

Em ‘De Passagem’ a apresentação acontece dentro de um ônibus, o corredor, transforma-se no palco e; os assentos, nas poltronas da plateia. As cenas retratam situações diárias dos usuários do transporte coletivo: encontros e desencontros, gentilezas e falta de bom senso, sono, medo, paquera, pressa, encantamento; perseguição. Os movimentos criados partem de movimentos cotidianos retratados nas cenas, utilizando a estrutura do ônibus como suporte. Tudo isso utilizando a cidade como ferramenta de interação: rua, veículo, calçadas, paisagens, muros, pistas de corrida, terminais, entre outros.

Este trabalho foi contemplado pelo prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013. Será apresentado nos dias 24 e 25 de novembro, com sessões às 18h30 e às 20h, tendo como ponto de partida a Morada dos Baís. Cada sessão terá capacidade para receber 27 pessoas; os ingressos serão distribuídos meia hora antes de cada apresentação. O ônibus será adaptado e poderá receber cadeirantes.

Além desta temporada de apresentações, integram o projeto ‘Manutenção Dançurbana’: manutenção e aperfeiçoamento do corpo técnico do grupo; releitura e apresentação de espetáculos do repertório da companhia em escolas públicas (com oficinas de mediação cultural) e teatros e; circulação do espetáculo ‘FLUZZ’ pela região centro-oeste. Dentro das ações de aperfeiçoamento do grupo, 15 profissionais estão sendo remunerados e participando das atividades de capacitação, com ensaios diários; aulas técnicas de dança contemporânea, de improvisação e breakdance e; preparação corporal, com aulas de condicionamento físico e de pilates. Outra ação também concretizada foi a circulação do espetáculo ‘FLUZZ’ por Goiânia-GO, Anapólis-GO, Cuiabá-MT e Brasília-DF.

Com relação às apresentações nas escolas, ‘Poracê – O outro de nós’ foi o primeiro trabalho apresentado para estudantes. No dia 11 de maio as apresentações foram na EE José Maria Hugo Rodrigues (para cerca de 1.300 alunos) e, no dia 24 do mesmo mês, na EE Waldemir Barros da Silva (para aproximadamente 500 estudantes). Já em agosto, estas escolas receberam o espetáculo ‘Plagium?’. No dia 29 de setembro a EE José Barbosa Rodrigues também recebeu ‘Plagium?’ contando com 749 alunos expectadores. Nas três escolas, também foram realizadas oficina de mediação cultural sobre os dois trabalhos, que reuniram, ao todo, 370 alunos.

Espetáculo: ‘Poracê – O Outro de Nós’
Dia: 17 de novembro
Horários: 15h e 20 horas
Local: Teatro Prosa – SESC Horto, rua Anhanduí, 200.

Espetáculo: ‘Plagium?’
Dia: 18 de novembro
Horário: 20 horas
Local: Teatro Prosa – SESC Horto, rua Anhanduí, 200.

Espetáculo: ‘De Passagem’
Dias: 24 e 25 de novembro
Horários: 18h30 e 20 horas

Cia Dançurbana

Nascida em 2002, a Cia Dançurbana desenvolve um trabalho de formação, produção e difusão da dança em Campo Grande e Mato Grosso do Sul. É uma companhia de dança profissional independente, que realiza espetáculos, cursos, oficinas, encontros e palestras, pautadas pela sustentabilidade e continuidade da realização de trabalhos, que se relacionem com a comunidade, com o público em geral. A técnica inicial de movimento usada pela companhia são as Danças Urbanas e seus mais diversos estilos, porém não utilizadas como Fim e sim como Meio para as criações.

Principais espetáculos: Urbanóides (2008), Plagium? (2009), Singulares (2012), Soma Onze (2013), De Passagem (2015), FLUZZ (2016) e Poracê – O outro de nós (2017). Principais destaques: prêmio Célio Adolfo de Incentivo a Dança 2013, prêmio Funarte Klauss Viana 2011 e prêmio Destaque Cultural 2014. Com o espetáculo “Plagium?”, em 2014 a Cia integrou a programação do Palco Giratório Sesc, o maior circuito de artes cênicas do Brasil, passando por 43 cidades. A companhia é a única de MS que teve, por dois anos consecutivos, o patrocínio de O Boticário na Dança, Eletrobras Furnas e Digix.

Marcio Breda – Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), com informações de Isabela Ferreira – Reconta