O cadáver foi levado para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) onde será feito exame de necropapiloscopia - processo de identificação por meio das impressões digitais

Viviane Oliveira e Geisy Garnes

Movimentao da Polcia Militar e Corpo de Bombeiros na Cachoeira do Cuzinho Foto Paulo FrancisMovimentação da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros na Cachoeira do Céuzinho (Foto: Paulo Francis)

O Corpo do homem encontrado decapitado e com as mãos amarradas para trás, no fim da tarde de ontem (28), na Cachoeira do Céuzinho, ainda não foi identificado. A região fica localizada na saída para Rochedo, em Campo Grande. 

Segundo boletim de ocorrência, uma pessoa se preparava para tomar banho na cachoeira quando avistou o corpo sem cabeça enroscado nas pedras e acionou a Polícia Militar.

Ainda conforme registro policial, o cadáver estava a 20 metros da cachoeira do céu, em local de difícil acesso, com as mãos amarradas e de bruços. O Corpo de Bombeiros fez buscas pela cabeça, mas não encontrou. Segundo tenente Ildo Pereira, se a cabeça foi jogada na água pode ter sido levada pela correnteza.

O cadáver foi levado para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) onde será feito exame de necropapiloscopia - processo de identificação por meio das impressões digitais. O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, mas deve ficar a cargo da DEH (Delegacia Especializada em Homicídios). 

Segundo o delegado Marcio Shiro Obara, a equipe da Delegacia de Homicídios acompanhou os trabalhos preliminares realizados ontem e vai esperar a identificação. O corpo pode ser de uma vítima que a polícia já investiga o desaparecimento dela. “Há indicativo de que o caso pode estar ligado com a guerra entre facções”, diz.

No começo do mês passado, Rudnei da Silva Rocha, 22 anos, o “Babidi”, também foi encontrado decapitado em uma estrada vicinal do Bairro Indubrasil. Também foram registrados a morte de Richard Alexandre Lianho, Fernando Nascimento dos Santos e Mauro Éder Araújo, o “Fininho”. Eles foram executados a mando dos líderes das facções e tiveram a morte gravada.